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domingo, 13 de abril de 2014

cachorros obesos

Obesidade, um mal crescente entre os animais de estimação

A obesidade é definida como excesso na quantidade de gordura corporal. Cães e gatos pesando 15% acima do seu peso ideal são classificados como obesos.
Estima-se que a obesidade  seja a principal doença nutricional que acomete cães e gatos, atingindo 25%  a 40% da poupalção destas espécies. Os fatores predisponentes incluem redução no gasto de energia (pouca atividade física),  dieta muito palatável com alta densidade calórica  (com excesso de gordura por exemplo), comida servida á vontade, alimentação com restos de alimento caseiro e fornecimento de  pesticos. Além destes, interferem com o ganho de peso fatores ambientais, taxa metabólica basal,  genética e em cães o sexo e castração.
A obesidade desenvolve-se em consequência de um distúrbio na ingestão de nutrientes e/ou no gasto de energia, além disso algumas condições metabólicas (patológicas) estão associadas com o aparecimento da obesidade em cães e gatos: Hipotireoidismo, hiperadrenocorticismo, alguns tipos de tumores secretores de insulina, hipersomatotropismo.
O estilo de vida sedentário  dos modernos animais de estimação e seus proprietários, podem desempenhar um papel no desenvolvimento  da obesidade. Demonstrou-se que a inatividade é um fator de risco significativo para a obesidade nos estudos realizados tanto em cães como em gatos.
Determinadas raças de cães como Labrador, Cocker Spaniel, Dachshund, Beagle, Collie, Sheepdog, Basset Hound, Golden Retriever e Cairn Terrier tendem a ser obesos, o que sugere um componente genético para a obesidade. Assim como verificou-se  que gatos de raça pura, como o Siamês e o Abíssimo, são  mais magros que aqueles de raças mistas.
O papel da castração no desenvolvimento da obesidade em cães e gatos ainda permanece indeterminado. Embora a redução no gasto energético, possivelmente como resultado de redução na atividade e alterações no metabolismo basal, induzidas por mudanças nas concentrações  dos hormônios sexuais e, sem alteração ou aumento na ingestão de alimento, tenham sido propostas.
Segundo relatos, a obesidade é mais comum em cães mais velhos, contudo um estudo verificou que os cães idosos na verdade demostravam uma redução  na condição corpórea.  A atividade física e a massa corpórea magra podem diminuir com  a idade, resultando em necessidades energéticas mais baixas, de modo que se o consumo de energia não diminuísse apropriadamente, poderia ocorrer um aumento na gordura e no peso corpóreo.
A obesidade é identificada basicamente  pela inspeção visual do animal, pela palpação da quantidade de tecido adiposo no tórax, no dorso e na região pélvica e pela pesagem do animal. Um cão normal deve ter suas costelas facilmente palpáveis  e o contorno corpoal deve ter forma de empulheta quando visto de cima. É mais difícil avaliar a obesidade em gatos, por causa da diferente distribuição de gordura nesta espécie.  Nos gatos pode-se avaliar a circunferência abdominal comparado ao tamanho corpóreo toTal, bem como palpando os depósitos de gordura na região inguinal (virilha)  e pesando o gato. A maioria dos gatos sadios não obesos pesam cerca de 3,5 a 5 kg, com algumas exceções para  gatos com estrutura óssea  ampla. Em geral, gatos acima de 5,5 Kg são considerados obesos.
O proprietário pode perceber as seguintes alterações no animal  obeso:
  • dificuldade em palpar as costelas
  • ausência de cintura visível
  • necessidade de afrouxar a coleira
  • dificuldade para caminhar
  • locomoção vagarosa
  • respiração curta/ofegante
  • animal dormir mais que o normal
Existe ainda o sistema de escore corporal para cães e gatos, que vai de 1 a 5, no qual o score 1 representa um animal extremamente magro, o 3 um animal normal  e o 5 um animal obeso.

O animal obeso deve passar por um exame físico completo, além de exames laboratoriais, incluindo hemograma, urinálise, bioquímicos e em alguns casos  exames hormonais, para avaliar a possibilidade de causa de base levando a obesidade ou doença concomitante.

Complicações da obesidade

Assim como no ser humano, nos cães e gatos a obesidade predispõe á doenças ou agrava as pré-existentes, como por exemplo:
  • expectativa de vida diminuida:  Já foi demonstrado através de um estudo que durou cerca de 13 anos e analisou 48 Labradores (Kealy et al) , que a obesidade diminui a longevidade em cães.
  • doenças osteoarticulares: a obesidade leva a probelmas ósseos em todas as idades do cão.  Cães filhotes de raça grande, com ingesta excessiva de alimento pode desenvolver Osteodistrofia Hipertrófica, além de  piorar sintomas de displasia coxo femoral. A artrite também pode ocorrer, pois a obesidade aumenta a força sobre as articulações, podendo levar a destruição da cartilagem.  Cães obesos podem exacerbar doenças do disco intervertebral piorando o prognóstico. E de certa forma problemas osteoarticulares tendem a complicar a obesidade, pois os animais com dor, ficam mais sedentários devido a restrição de atividade física, instalando um círculo vicioso;
  • distúrbios circulatórios:  a obesidade aumenta o risco de insuficiência cardíaca congestiva  por aumentar as necessidades de perfusão da massa gordurosa desenvolvida;
  • condições respiratórias crônicas: ocorre restrição do volume pulmonar, devido aos depósitos  de gordura intratorácica, assim como deslocamento do diafragma pela gordura abdominal;
  • diabete Melito: cães e gatos obesos podem desenvolver  resistência a insulina endógena, o que pode agravar a intolerância a glicose em animais já predispostos ao diabetes. Os cães podem acabar desenvolvendo diabetes tipo 1 (insulino dependente) e nos gatos obesos pode ocorrer tanto a diabetes tipo 1 como a 2;
  • Hipertensão: em condições experimentais demonstrou que aumentos ou reduções moderadas no peso corpóreo aumentam/diminuem a pressão sanguínea arterial média nos cães.
  • Problemas dermatológicos: tais como dermatite de prega cutânea, seborréia e dermatite por Malassezia podem ser mais comum em cães obesos. Já em gatos muito obesos, podem ter problemas em fazer a limpeza da pelagem através da lambedura corporal.
  • Risco cirúrgico e anestésico aumentado: O risco anetésico depende da técnica empregada, mas pode haver superdosagem de medicação bem como  recuperação anestésica lenta, pode depósito de drogas lipossolúveis na gordura corporal.  O tempo cirúrgico, por exemplos de uma cirurgia de castração em fêmeas(ovariohisterectomia) pode ser muito maior numa cachorra obesa.
Oiutras doenças que podem ser induzidas pela obesidade:  hiperlipidemia, lipidose hepática, pancreatite

Tratamento
O tratamento da obesidade inclui modificação na dieta, exercícios e mudança de comportamento por parte do proprietário.  Para um programa de emagrecimento bem sucedido é necessário 100% da cooperação e aceitação por parte do proprietário, que desempenha papel  essencial no tratamento. Todos os membros da família devem  ser convencidos de que existe  um problema de obesidade no animal de estimação e que precisa ser corrigido.
Antes de iniciar o tratamento da obesidade, é necessário descartar ou confirmar doenças concomitantes que possam estar pioranbdo ou complicando o quadro. Bem como analizar a idade, raça, estilo de vida do animal, tipo de alimento ingerido, frequência de alimentação.  Pois a dieta será  baseada na idade do animal, presença ou não de doenças de base ou concomitantes e o grau de obesidade. O peso ideal, seria o peso do animal por volta de 1- 3 anos de idade, ou seguindo padrões raciais conhecidos (veja no final do artigo tabela com Peso ideal por Raça) .
É contra indicado diminuir a ingestão calórica simplesmente reduzindo a quantidade diária de ração consumida normalmente Fazendo isso, o animal poderá apresentar deficiências  de nutrientes essenciais  e não terá sucesso com o emagrecimento. Em um animal que é negado comida (ou que está comendo menos que o ideal), pode-se desenvolver problemas comportamentais como ansiedade (latir em excesso, busca constante por alimentos...), estress e até agressão.
Portanto o alimento para tratamento da obesidade, é adaptado para esta função, suprindo totas as necessidades do animal, em quantidades ideias e ainda assim provomendo o emagrecimento. Em geral, tais dietas possuem mais fibras em sua formulação (que levam a saciedade) e menos gorduras.
O emagrecimento de cães e gatos deve ter o acompanhamento constante do veterinário, pois perdas  intensas não são indesejadas, podendo levar a consequênias graves ao animais, como lipidose hepática nos gatos. Existe uma porcentagem mínima e máxima desejada de perda semanal, caso o emagrecimento esteja fora do esperado, é feita uma adptação do tratamento.
O animal deve ser pesado semanalmente e reavaliado pelo menos mensalmente pelo veterinário, até completar seu esquema de emagrecimento. O tratamento em geral é longo, pois o desejado é uma perda gradual porém constante de peso, de modo a evitar consequências negativas a perda rápida e/ou consequente ganho de peso após o esquema inicial de tratamento.  Dieta por períodos tão longos quanto 4 – 6  meses (ou até mais)  pode ser necessário. Após aintigido o peso ideal estipulado pelo veterinário, o animal então passa para o programa de manutenção do peso ideal.
Durante o programa de emagrecimento
  • marque consulta com o veterinário para verificar o peso de seu animal leve-o a clínica para o monitoramento regular durante o programa de perda de peso
  • apenas ofereça a seu animal o alimento recomendado pelo veterinário
  • divida a quantidade total de alimento diuário em diversas porções pequenas para ajudar a manter seu animal satisfeito e permitir que a queima calórica ocorra mais rapidamente
  • em vez de restos de comida caseira ou pestiscos, agrade seu animal com pequenas porções de alimento dentro das quantidades diárias permitidas
  • certifique-se de que seu animal não está revirando lixeiras ou caçando para obter comida
  • mantenha sempre água limpa, fresca e abundante disponível
  • aumente o nível de atividade física de seu animal através de brincadeiras e caminhadas regulares
  • caso não haja melhora ou ocorra o retorno dos sintomas, entre em contato com seu veterinário.
Dicas de Exercícios para gatos:
  • estimule seu gato a segui-lo quando você vai de um cômodo a outro da casa, sobretudo se você se deslocar escada acima ou abaixo;
  • Use brinquedos para encorajar  seu gato a brincar ou esconda  comida pela casa para que ele ou ela movimente-se "caçando" o alimento;
  • Acenda um facho de luz de lanterna nas paredes para estimular seu gato a se divertir, caçando-o. As ponteiras usadas por professores em aula são uma ótima opção.
Dicas de exercícios para cães (consulte o veterinário antes de qualquer atividade física)
  • faça passeios regulares com seu cão. Caminhada a passos constantes ajudam ele a perder peso;
  • leve seu cão para caminhar em superfícies diferentes como areia ou água, isto oferece resistância adicional;
  • estimule ele a brincar em casa e no jardim;
  • para cães de raça de faro, caça  muitas brincadeiras podem ser planejadas utilizando estes sentidos, como esconder um pouco de ração dentro de brinquedos apropriados e o estimulando a busca. Frisbees e bolinhas também agradam muitos cães;
  • alguns cães podem se beneficiar de natação;
Nos gatos, tanto machos como fêmeas, a castração não apenas diminui o gasto de energia, como também leva a um aumento no consumo de alimento. Este é o motivo pelo qual o gato castrado tem uma probabilidade 3 vezes maior de se tornarem obesos. Dentro de 48 horas após a castração, os gatos aumentam seu consumo diário de comida (26% nos machos e 18% nas fêmeas). Ao mesmo tempo seu gatos de energia cai em 30%. Assim um gato castrado com uma dieta desajustada  recebem uma alimentação que se tornou rica demais para suas necessidades e eles estocam o excesso  de calorias na forma de gordura. O ganho de peso é rápido, dentro de dois meses seguintes a castração, os machos armazenam duas vezes mais gordura que as fêmeas.  Ao eliminar  a secreção dos hormônios sexuais, a castração altera o equilíbrio de um animal que é raramente obeso na natureza.
O ideal é pesar o gato  uma vez por semana  por 2 meses seguintes a castração, e a seguir 1 vez por mês. Um gato obeso possui a probabilidade 4 vezes  maior de desenvolver diabetes melitus, 3 vezes mais de apresentar problemas articulares, e 2,3 vezes de morrer entre as idades de 8 a 12 anos  Para prevenir o aumento de peso no gato castrado é necessário fornecer  alimentos com pouca gordura, pouco carboidrato copmo o amido, e uma alta proporção de proteína de alto valor biológico contribui para satisfazer o apetite do gato respeitando suas necessidade carnívoras e preservando massa muscular.
Veja a seguir uma tabela com pesos referenciais para algumas raças de cães e gatos. Vale lembrar que os pesos sugeridos são médias observadas, devendo sempre levar em consideração o sexo (machos tendem a ser maiores e mais pesados que as fêmeas) e a linhagem do animal.

Peso ideal Por Raça*
Gatos
Peso
Abissínio
2-4 kg
Maine Coon
5-7 kg
Pelo curto e longo doméstico
3.5 – 4.5 Kg
Persa
4.5 – 5 Kg

Raças Miniaturas
Peso
Bichon Frisé
3-6 kg
Chihuahua
1-3 kg
Dachshund Miniatura
4-5 kg
Maltês
2-3 kg
Pequinês
3-6 kg
Poodle Toy
3-7 kg
Yorkshire Terrier
2-3 kg

Cães Pequenos
Peso
Beagle
8-14 kg
Bulldog Francês
10-13 kg
Dachshund
9-12 kg
Lhasa Apso
6-7 kg
Pastor de Shetland
6-7 kg
Poodle Miniatura
12-14 kg
Pug
6-8 kg
Schnauzer Miniatura
6-7 kg
Scotish Terrier
8-11 kg
Shih Tzu
5-7 kg
West Highland
7-10 kg
Whippet
10-13 kg

Cães Médios

Basset Hound
18-27 kg
Border Collie
14-20 kg
Bulldog Inglês
23-25 kg
Bull Terrier
24-30 kg
Chow Chow
20-32 kg
Cocker Spaniel
13-15 kg
Collie
18-30 kg
Husky Siberiano
16-27 kg
Shar Pei
16-20 kg

Raças Grandes
Peso
Akita
34-50 kg
Bernesse
40-44 kg
Boxer
25-32 kg
Dálmata
23-27 kg
Dobermann
30-40 kg
Golden Retriever
27-36 kg
Pastor Alemão
28-43 kg
Labrador
25-34 kg
Rottweiler
41-50 kg
Weimaraner
32-39 kg

Raças Gigantes
Peso
Dogue Alemão
45-55 kg
Mastiff
80-90 kg
São Bernardo
60-90 kg
Terra Nova
50-70 kg


sexta-feira, 11 de abril de 2014

9 raças de cachorro super estranhos

Publicado em 18.06.2011
Quantas vezes já aconteceu de você estar passeando e encontrar um cão realmente bizarro ou assustador na rua? Sim, cachorros estranhos estão por todos os cantos. Conheça mais sobre oito raças caninas que se superam no quesito peculiaridades:

1 – Komondor

komondor
O komondor é uma raça húngara com pelo rastafári (encordoado) de rápido crescimento que, se não for aparado regularmente, se arrasta ao chão.

2 – Puli

A raça puli é conhecida por seu look alternativo que a assemelha a um esfregão. Além de lhe render comparações divertidas, a aparência peculiar também lhe é útil: ela protege a pele dos cachorros da água e da descamação.
Não se sabe ao certo de onde os pulis vêm, mas há indícios de que os antigos romanos eram proprietários de cães semelhantes e há alguma evidência de que a raça possui mais de 6 mil anos de idade. O que se sabe é que eles poderiam ser encontrados na Ásia mais de 2 mil anos atrás e fizeram sua aparição na Hungria (país considerado o berço da raça) há mil anos.
Os húngaros rapidamente adotaram os animais como cuidadores de ovelhas – junto com uma raça similar, porém maior, conhecida como o komondor. As duas raças de cães tomavam conta dos rebanhos dia e noite, com o puli servindo como vigia e os komondor contribuindo com os músculos quando necessário, para impedir a ação de predadores.
Embora os pelos compridos e especiais da raça cresçam naturalmente, os proprietários ainda precisam ativamente cuidar da aparência do cão, mantendo-o limpo. Os pelos podem crescer o suficiente para atingir o chão ou podem ser cortados curtos. Os cães são muito ativos e inteligentes e exigem muita atenção e exercício.

3 – Xoloitzcuintli

Mais conhecido como pelado mexicano, o xoloitzcuintli é tão antigo que a raça já era adorada pelos astecas. Segundo a mitologia, o deus Xolotl fez os cães a partir de uma lasca do Osso da Vida, a mesma obra-prima para a criação de toda a humanidade. Xolotl presenteou os homens com o cão, pedindo-lhes para cuidá-lo com sua vida. Em troca, o cão guia o homem até o mundo da morte.
Os pelados mexicanos são cães dóceis e leais uma vez que atingem a idade adulta, mas até se tornarem emocionalmente maduros – o que acontece próximo aos dois anos de idade – eles ainda são muito barulhentos e cheios de energia. Precisam de loção e muitos banhos para prevenir queimaduras solares, acne e pele seca.

4 – Cão Pelado Peruano

Não, a similaridade no nome com a raça anterior não é mera coincidência – em muitos aspectos, eles são como os Pelados Mexicanos. Estes cães também eram adorados por outra civilização antiga, desta vez os incas, mas a raça é realmente muito mais antiga que a cultura inca.
A raça aparece em imagens em obras de arte peruanas desde 750 d.C. O folclore peruano, muito baseado em histórias incas, assegura que abraçar um desses cães pode curar problemas de saúde, em particular dores de estômago.
Infelizmente, os animais quase entraram em extinção durante a conquista espanhola no Peru. A raça se manteve viva graças a pequenas aldeias em áreas rurais, onde os cães podem ainda ser encontrados em bom número. Mais recentemente, criadores peruanos trabalham para proteger o que resta dos cães pelados do Peru, garantindo uma significativa diversidade de linhagem.
Estes cachorros podem ser um pouco teimosos e exigem treinamento adequado desde pequenos. Também precisam de loção e muitos banhos para prevenir queimaduras solares, acne e pele seca. Além disso, os cães sofrem em lugares de clima quente.

5 – Norsk Lundehund

À primeira vista, você consegue encontrar algo de extraorndinário nesses cães? Preste atenção, o Lundehund tem algumas características surpreendentes que o tornam fisicamente diferente de qualquer outra raça.
Uma dessas características peculiares é o fato de que eles têm seis dedos em cada pata. Pode contar. Eles também possuem uma única articulação ligando o ombro ao pescoço, o que lhes permite esticar as pernas em linha reta em ambos os sentidos. Além disso, sua testa alcança até as suas costas. Eles também podem fechar seus canais auditivos à vontade para evitar a entrada de sujeira ou água.
Tudo isso faz com que o Lundehund seja um caçador incrível de aves, um nadador ágil e um grande alpinista em penhascos íngremes e fendas. Os cães foram originalmente treinados para caçar papagaios no longínquo século 17, mas depois que a prática caiu em desuso, a raça quase foi extinta. Em 1963, havia apenas seis vivos. No entanto, graças ao cuidado e esforço de uma dedicada equipe de poucos criadores, já existem pelo menos 1.500 deles vivos hoje em dia.
Infelizmente, a raça possui um sério problema genético: uma doença conhecida como gastroenteropatia dos Lundehund, que pode impedir os cães de extrair nutrientes e proteínas de seu alimento.

6 – Cão de Crista Chinês

Esses pobres cachorrinhos são frequentemente desprezados pelos humanos por não serem muito atraentes para os olhos. Na realidade, esses cães nem sempre nascem sem pelo: existem duas variedades, uma possui pelos, e a outra não. Ambos podem ter nascido na mesma ninhada.
Curiosamente, a variedade sem pelo pode até mesmo possuir uma camada de pelos caso o gene que causa a ausência da cobertura de pelos não se expresse tão fortemente. Quando isso ocorre, pode ser realmente difícil diferenciar as duas variedades a distância. Outra diferença estranha é que nos cães sem pelo muitas vezes falta um conjunto completo de dentes pré-molares.
É interessante notar que os cães de crista chineses não vieram da China. Ninguém sabe ao certo a origem deles, muitos suspeitam que a raça tenha se originado na África. Ha também algumas evidências que esses cachorros compartilham algumas características da raça dos pelados mexicanos.

7 – Cão da Carolina

Também chamados de dingos americanos (caso “cão da Carolina” soe engraçado para você), este cão não parece muito fora do comum. Entretanto, o que o torna único não está na sua aparência física, mas sim em seu DNA.
O cão da Carolina pode ser a mais antiga espécie canina da América do Norte, tendo aparecido em pinturas rupestres no início da povoação de nativos americanos. Eles também compartilham o DNA com dingos da Austrália e com cães cantores da Nova Guiné (é cada nome…).
São animais relativamente primitivos, sujeitos a problemas de hierarquia social (eles não são recomendados a proprietários de primeira viagem).

8 – Catahoula Cur

O nome não é a único coisa divertida sobre esses cachorros. Eles também são excelentes caçadores e são até capazes de escalar árvores durante uma perseguição.
Acredita-se que a raça é uma das mais antigas sobreviventes em toda a América do Norte. Eles já eram apreciados pelos nativos americanos por suas incríveis habilidades de caça há muito tempo. O nome da raça vem da Paróquia Catahoula de Louisiana, onde a raça é originária.
Como cães “trabalhadores”, eles são conhecidos por ter muita energia. Se devidamente treinados, esses cães leais podem ser facilmente orientados para pastoreio, trabalho policial ou mesmo apenas para fazer truques e entreter a sua família.

9 – Mastim Napolitano

Se você é um fã dos filmes de Harry Potter, você está pensando no animal de estimação de Hagrid, Fang. Embora eles não sejam tão incrivelmente grandes quanto possa parecer nos filmes, os números impressionam: 75 centímetros até os ombros quando de quatro e até 150 quilos de peso.
No decorrer da história, acredita-se que a raça lutou ao lado do exército romano, tendo sido usada para atacar as barrigas dos cavalos inimigos e feri-los.
Após a Segunda Guerra Mundial, a raça quase entrou em extinção, mas graças aos esforços de um pintor italiano de criar um canil para proteger a raça, os mastins napolitanos foram salvos. O pintor cruzou o pouco dos mastins napolitanos restantes com seus parentes ingleses para ajudar a diversificar a linhagem genética. Deu certo.
Os cães são grandes animais de estimação, mas são extremamente protetores com suas famílias. Por isso, eles precisam de socialização desde pequenos, para garantir que não se tornem muito agressivos contra estranhos. Eles raramente latem, a não ser que sejam provocados e, como resultado, são famosos por sua atacarem intrusos sem serem percebidos. [OddeeDiarinho]

sábado, 11 de janeiro de 2014

O calor é perigoso para cães e gatos

A hipertermia pode causar desmaios, convulsões e até morte. Saiba como protegê-los do calor intenso

Daniela Macedo
Cachorro e ventilador
(Istockphoto)
“A hipertermia é o problema mais comum — e o mais grave — para cães e gatos no verão”, diz o veterinário Marcelo Quinzani, diretor clínico do Hospital Veterinário Pet Care, em São Paulo. Como eles não transpiram, a respiração é a única forma de controle da temperatura do corpo. No verão, porém, o ar quente e úmido prejudica esse mecanismo. Resultado: o animal ofega na tentativa de intensificar a troca de calor. “O risco é ainda maior para animais obesos, para cachorros com pelagem densa, como bernese e husky siberiano, e para as raças braquicefálicas — aquelas de focinho curto —, como os cães boxer, buldogue e pug e os gatos persas, que já respiram com dificuldade em condições normais”, explica Mário Marcondes, diretor clínico do Hospital Veterinário Sena Madureira, em São Paulo. Veja, a seguir, os cuidados para prevenir a hipertermia no animalzinho.
EM CASA
Nada de deixar o animal no quintal constantemente ensolarado ou fechado no apartamento abafado. Sombra (em ambientes arejados) e água fresca são questão de sobrevivência para cães e gatos. Troque a água do bebedouro várias vezes ao dia e certifique-se de que o pote não fique exposto ao sol em nenhum momento — afinal, quem gosta de água morna? Vale até acrescentar umas pedrinhas de gelo ao bebedouro. Para os gatos, que preferem água corrente, um bebedouro eletrônico pode estimulá-los a ingerir mais líquido ao longo do dia. Dica dos especialistas: borrifar água no dorso e nas patinhas ajuda a resfriar o animal. Se ele ficar ofegante, enrole-o em uma toalha molhada com água fria e deixe-o por um tempinho em frente ao arcondicionado ou ventilador
E+/GETTY IMAGES
NO CARRO
Cachorros são loucos por passeios de carro, certo? O problema é que essa excitação também atrapalha o processo de resfriamento do corpo. Portanto, nos dias muito quentes, o ar-condicionado deve permanecer ligado durante todo o trajeto — e, de preferência, evite viagens longas durante o dia. Outra recomendação dos veterinários: nunca, em hipótese alguma, deixe o bicho preso no carro, nem com uma fresta do vidro aberta e sob uma árvore. Mesmo na sombra, a temperatura no interior do veículo sobe rapidamente, e o animal pode desmaiar ou até morrer em meia hora
AURORA/GETTY IMAGES
PASSEIOS
Cães são leais e nunca recusam um convite do dono para passear, mas se vivessem sozinhos na natureza jamais sairiam da toca sob o sol escaldante. Não é necessário suspender as caminhadas diárias, claro, mas o ideal é reduzir o percurso e restringir os horários das saídas: antes de 10 horas e após as 18 horas. Prefira locais gramados — o asfalto quente pode queimar os coxins, aquelas almofadinhas das patas — e leve água em bebedouros portáteis. A dica das borrifadas de água fria no dorso também se aplica aos passeios. E respeite os limites do cão: interrompa o passeio do animal ofegante, que tenta fugir do sol em busca das áreas sombreadas. Por fim, cães agressivos devem usar focinheira de ferro, um modelo que não impede a abertura da boca. E atenção! Passear com cães de focinho achatado nos dias quentes, com focinheira fechada, é meio caminho andado para uma hipertermia severa
ANTIPULGAS
Com a proliferação de parasitas no verão, os especialistas recomendam a aplicação de produtos que protegem o animal de pulgas e carrapatos a cada três semanas. “Evite dar banho dois dias antes e dois dias depois da aplicação do produto”, ensina o veterinário Mário Marcondes

BANHO E TOSA
As salas de banho e tosa das pet shops são ambientes propícios para a hipertermia: o stress prejudica a respiração do animal e, com os secadores ligados o dia inteiro, a temperatura fica sempre elevada. Evite os horários de pico do calor e mantenha o pelo dos animais mais curto que o habitual. Em casa, os banhos semanais devem ser feitos com água morna, pois a água muito fria pode causar choque térmico. Por fim, use apenas a toalha para secar animais de pelo curto, e o ar frio do secador para os de pelo longo
ATENÇÃO!
Se o animal mostrar-se inquieto, permanecer com a respiração ofegante e apresentar língua levemente arroxeada, mesmo após as tentativas caseiras de resfriá-lo, leve-o imediatamente ao veterinário, mantendo-o envolto em uma toalha molhada com água fria e, no carro, posicionado em frente à saída do ar-condicionado. “Em condições normais, a temperatura corporal não ultrapassa 39,5 graus. Se ela chegar a 40 graus, porém, só a respiração poderá ser insuficiente para resfriar o animal. Nesse caso, ele talvez precise de aplicação de soro refrigerado na veia ou até necessite ser sedado e entubado”, explica o veterinário Marcelo Quinzani

Cuidado com o sol!
O câncer de pele não é exclusivo dos seres humanos. A exposição prolongada ao sol é responsável pela incidência de câncer de pele em cães e, principalmente, em gatos — os bichanos são mais propensos em razão do hábito de passar horas tomando banhos de sol. Como os danos dos raios ultravioleta são cumulativos, a maioria dos casos envolve animais idosos.
Sintomas: a doença começa como uma manchinha avermelhada na pele e se torna uma ferida que não cicatriza ou, se cicatriza, volta logo em seguida
Áreas mais afetadas: regiões do corpo com pelagem menos densa. Nos gatos, as lesões malignas tendem a surgir nas pálpebras, no focinho, na parte interna das orelhas e na região entre os olhos e as orelhas. Nos cachorros, a área de risco é o abdômen
Prevenção: é possível proteger as áreas de pouca pelagem com protetor solar FPS 30 tradicional, desde que sem perfume e hipoalergênico. Como os gatos têm o hábito de se lamber constantemente, o ideal seria evitar os longos banhos de sol
Tratamento: consiste na remoção cirúrgica ou na crioterapia, em que a lesão é queimada com nitrogênio líquido. Parece simples e até pode ser, quando ela surge na barriga. Nos gatos, porém, a doença afeta pálpebras, orelhas e focinho, o que pode resultar em deformação da face. Vale frisar que, quanto mais precoce o diagnóstico, maiores são as chances de cura
Raças com maior risco de desenvolver a doença: animais de pelagem curta e branca. Como os tumores malignos costumam aparecer na cabeça, gatos e cães bi e tricolores, como fox paulistinha, bull terrier e whippet, também podem desenvolver a doença

​Dieta sem riscos
É difícil resistir à carinha de carente do cachorro diante de uma guloseima, não? Quando o alimento em questão for chocolate, ignorá-lo é a opção mais segura. O chocolate contém duas substâncias estimulantes que afetam o sistema nervoso central e fazem muito mal ao bicho de estimação: teobromina e cafeína. “Dependendo da quantidade ingerida, o chocolate pode causar vômito, diarreia, arritmia ou convulsão em cães e gatos”, diz Tatiane Marry Sipriani, clínica-geral do Koala Hospital Animal, em São Paulo. Quanto maior a concentração de cacau, maior o perigo para o bichinho. Veja outros alimentos que podem ser tóxicos para eles:
Uva: estudos apontam que a ingestão regular da fruta pode ser responsável por casos de insuficiência renal em cães e gatos
Derivados de leite: para alguns animais, sorvete, iogurte e outros produtos com lactose podem provocar vômito e diarreia
Alho e cebola: o consumo regular de comida temperada com alho e cebola pode afetar a produção de glóbulos vermelhos e levar à anemia